A Cirurgia Micrográfica de Mohs é uma técnica usada em casos selecionados de câncer de pele. Seu diferencial é unir a retirada do tumor ao exame microscópico das margens durante o próprio procedimento.
Em vez de remover uma margem ampla por precaução, trabalhamos por etapas. A ideia é buscar a retirada completa do câncer preservando o máximo possível da pele saudável.
O que acontece no dia da cirurgia?
Após anestesia local, retiramos a camada visível do tumor e uma fina margem ao redor. Esse tecido é mapeado, preparado e examinado ao microscópio. Se ainda houver células tumorais em algum ponto, uma nova camada é retirada somente naquela direção.
Por que o procedimento pode levar algumas horas?
A maior parte do tempo não é de cirurgia, e sim de preparação e leitura das lâminas. O paciente aguarda entre as etapas. O número de fases depende do que aparece ao microscópio e não pode ser previsto com precisão antes do início.
Quando Mohs pode ser indicada?
A indicação considera tipo do tumor, localização, limites, tamanho, recorrência e necessidade de preservar tecido. É comum avaliar a técnica para áreas delicadas do rosto, tumores recidivados e lesões com bordas pouco definidas.
Como fica o fechamento?
Depois que as margens ficam livres, planejamos a reconstrução. O fechamento pode ser direto, com retalho, enxerto ou, em alguns casos, cicatrização espontânea. A escolha busca função, segurança e um resultado compatível com a região.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Cada pele e cada história precisam de avaliação individual.
